quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Programação da IV Janela Internacional de Cinema do Recife



Foi divulgada a programação da IV Janela Internacional de Cinema, que exibirá os filmes de Kubrick conforme eu havia comentado no post passado.

Cinema São Luiz (cidade)
5/11 (Sábado) 22:30h - Laranja Mecânica
6/11 (Domingo) 15h - Spartacus
7/11 (Segunda) 21:15h - Glória feita de sangue
8/11 (Terça) 21h - Lolita
9/11 (Quarta) 18:30h - Nascido para matar
10/11 (Quinta) 16:30h - De olhos bem fechados
11/11 (Sexta) 22h - O iluminado
12/11 (Sábado) 16:15h - O grande golpe / 22:30h - 2001 Uma odisseia do espaço
13/11 (Domingo) 17h - Dr. Fantástico / 19h - Barry Lyndon


Cinema da Fundação (Derby)
12/11 (Sábado) 18:30 - A morte passou perto

Também será exibido Melancolia, do Lars Von Trier, que eu comentei a alguns posts atrás quando assisti na Fundação e achei muito muito bom! Quem tiver a chance de assistir no cinema , vale muito mais a pena que assistir em casa! Incomparável!

10/11 (Quinta) 21:15h - Melancolia
11/11 (Sexta) 17:15h - Melancolia


Coloquei quase exclusivamente a programação dos filmes do Stanley, porém serão exibidos vários outros longas brasileiros e internacionais em diferentes horários em ambos os cinemas, serão 160 filmes ao total, quem tiver interesse na programação completa:

http://www.folhape.com.br/images/stories/_tabelas/programacao_dia%20_a_dia.pdf





PARTICIPEM!

sábado, 15 de outubro de 2011

Festival Stanley Kubrick



O 4º Festival Janela Internacional de Cinema, anunciou que de 4 a 13 de novembro, serão exibidos, no Cinema São Luiz, 12 dos 13 longas do cineasta americano Stanley Kubrick. A retrospectiva é homenagem ao clássico Laranja mecânica (A clockwork orange, 1971), que completa 40 anos.
Laranja mecânica é um dos mais aclamados filmes do cineasta. O longa, adaptação do romance homônimo de 1962 do escritor inglês Anthony Burgess. Se tornou sucesso ao unir música clássica e anarquismo, em um bem fundamentado debate sobre violência, juventude e filosofia. Com ele, o cineasta foi indicado a quatro Oscars, sem faturar nenhum, provavelmente devido às polêmicas geradas pelo filme.

Durante a maratona serão exibidos:

A Morte Passou por Perto (Killer’s Kiss, 1955)
O Grande Golpe (The Killing, 1956)
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957)
Spartacus (1960)
Lolita (1962)
Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, 1964)
2001: Uma Odisséia no Espaço (2001 A Space Odissey, 1968)
Barry Lyndon (1975)
O Iluminado (The Shining, 1980)
Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987)
De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999)
Laranja Mecânica (Clockwork Orange1971), cuja cópia foi restaurada em 4K e apresentada no último Festival de Cannes, em maio.

Quem ficou de fora foi Medo e desejo (Fear and desire, 1953), seu primeiro longa-metragem, que  foi tirado de circulação porque o cineasta o considerava "amador", e até hoje está fora de catálogo. É possível, porém, assisti-lo na internet.

Não encontrei as datas e os horários específico dos filmes, acredito que não foram divulgados ainda.
Será uma oportunidade única de ver esses clássicos no cinema! Para mim e para todos que são fissurados por Laranja Mecânica será imperdível e inesquecível! Já começei a contar os dias e não vou perder nenhum minuto do festival!


terça-feira, 4 de outubro de 2011

O poeta e o ator


Isso é coisa de poeta
que não se encaixa onde dizer

Faz parte da tormenta
de não saber porque viver

Acredita na certeza de nunca encontrar
e no medo de um dia descobrir
e daí então, tudo terminar

Isso é coisa de ator
que não se cabe mais em fingir
e a cada novo papel
peca por deixar de existir

Faz parte da tormenta
de não saber como viver

Acredita em todas as incertezas
por medo da verdade no que é dito
pois se um dia encontrar o seu papel
nada mais terá sentido

Assim chora o poeta
Assim chora o ator
Escondidos pela arte
camuflam a própria dor

O sofrimento transforma em cor
Da vida, enxergam o amor
Da morte, sentem o odor
E o sofrimento transforma em cor

O poeta não tem medo de ser triste
O ator vive tudo que existe

Seja lá o que seja triste
quiçá o que existe
na mente de um artista.



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A teoria da verdade



 Enquanto pegava um ônibus estranho, numa cidade que não era a minha, conversava com uns amigos
sobre religião, e todo o poder que ela exerce. Dois deles eram céticos e uma pensava como eu . Durante a discussão pensei muito sobre o valor da verdade.
 Freud enquanto estudava suas histéricas chegou a uma brilhante conclusão ao dizer: "Não acredito mais nas minhas histéricas". Ele observou que muito do que era relatado por elas não havia de fato acontecido, mas isso não importava, pois apenas o fato delas acreditarem que o que diziam era real, já era o bastante para produzir os sintomas traumáticos.
Eis ai o valor da verdade.
Quando se pensa na religião, nas crenças e nas práticas religiosas, muito se critica, muito se questiona e muito se modifica. Acho que já falei algumas vezes sobre o desespero humano pela busca da verdade, mas o que é a verdade de verdade? A verdade sempre será para nós temporária, assim como para a ciência, que patenteou as verdades do mundo e nunca cansa de se contradizer (não desmerecendo a importâncias das contradições). As verdades históricas que se modificam a cada nova descoberta, as verdades religiosas que tem o papel de dar ao povo aquilo que ele precisa, as verdade políticas que deram tanta esperança ao povo, dentre outras tantas milhões de verdades.
O que se pode dizer sobre elas?
São falsas? Verdadeiras?
A verdade é que criamos a verdade que melhor convém ao nosso enredo. Como já disse algum filósofo, a partir do momento em que olhamos para um objeto, mudamos a verdade sobre ele. Se 3 pessoas diferentes olharem para uma mesma árvore, no mesmo instante, haverá 3 teorias diferentes sobre o que é uma árvore. Então qual a verdade da árvore?
Todas. Ou nenhuma.
Se João olha para a árvore e diz que ela é capaz de falar, ele pode ouvir a sua voz, e isso não fará dele um mentiroso. Assim como para uma histérica ou um esquizofrênico, a sua verdade é capaz de modificar a sua vida e atuar sobre ela, pois o que importa é o VALOR da verdade.
O que eu quero dizer é que o homem é pura prepotência quando se vê diante de uma verdade e acredita ser absoluta e universal, tão universal que quer que todos os outros humanos no universo compartilhem de sua crença. Como fazem os céticos radicais, os evangelizadores que se intitulam salvadores da humanidade perdida, dentre tantos outros que se deixam dominar pela percepção que tem do mundo.
Essa busca pela verdade crua é como descascar uma cebola, a cada camada retirada você encontra uma nova e diferente, se encanta com ela até perceber que há outra por baixo, e após remover várias camadas, chega ao miolo e percebe que não há nada lá. E a cebola se torna dezenas de camadas em suas mãos e cada uma contendo sua verdade pra contar, juntando todas elas se percebe que não é preciso existir um centro, um ponto, um Deus universal, para que tudo exista de fato. As coisas simplesmente possuem a sua verdade e as pessoas o seu poder de interpretação, elas coexistem no mesmo espaço a sua maneira de modo a serem modificadas como for mais conveniente. Não cabe a ninguém querer ser o enviado de Deus, o anjo salvador ou o sábio filósofo que levará a luz à caverna dos menos esclarecidos.
Se há uma verdade que torna as pessoas melhores em seu mundo e que as façam mais felizes, não importa que verdade seja essa.
Os céticos não acreditam num metafísico, mas não podem saber se existe ou não, simplesmente escolhem não acreditar. Larguemos essa bobagem de radicalismo e reconheçamos nossa inferioridade humana na grandeza do universo. Aceite todas as verdades e escolha a sua.
Não vale à pena enlouquecer pelo incompreensível. É bom tentar compreender, as vezes necessário, mas nunca acredite que compreendeu. Seria ingênuo demais.



                                                                                  Imagem: Alex Grey

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lançamento



Lançamento do livro ‘UM LUGAR ESCURO – BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL






Leonardo Zegur, escritor carioca, conta a história de um jovem discriminado pela sociedade por não possuir os padrões exigidos pela cultura popular


O livro UM LUGAR NO ESCURO – BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL, de Leonardo Zegur, primeiro de sua carreira como escritor, aborda temas atuais como descriminação, bullying e vício em tecnologia e internet. A história foi baseada em elementos da vida de dois amigos do autor. O lançamento será no dia 08 de outubro de 2011, às 19h, no Espaço Multifoco.

O autor define o livro como um romance psicológico naturalista, em que narra a história de um jovem carioca, morador da Zona Norte, tentando coexistir em uma sociedade onde é discriminado por não possuir os padrões exigidos pela cultura popular local. Na tentativa de se posicionar dentro de outra realidade, o jovem se transforma numa pessoa que nunca quis ser, sofrendo assim com as consequências deste comportamento.

A trama, que acontece no Rio de Janeiro, dentre muitos bairros, Quintino e Encantado, mostra que para lidar com o sentimento de rejeição, o protagonista acaba se envolvendo em uma onda de assassinatos canalizados em moças jovens e bonitas. Com a divulgação destas notícias nos tabloides, o jovem atrai seguidores em todo Brasil que se identificam com suas causas.

Para que o leitor pudesse participar integralmente e se colocar como personagem principal da trama, o autor, de forma proposital, preferiu não dar nome ao protagonista. Além disso, o livro mostra um Rio de Janeiro sobre outro ponto de vista, presumindo consequências desencadeadas pelas falhas do sistema que rege a sociedade.
Com um texto denso e extremamente visual, UM LUGAR NO ESCURO – BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL, sinaliza que a vida em uma sociedade complexa não é tão simples. Cada minuto que se passa é uma vitória, vencendo todo tipo de preconceito.

Sobre o autor
Leonardo Zegur, é um escritor carioca, de 28 anos. Psicólogo, sempre em formação, passou pela Escola de Música Villa-Lobos. Entre suas paixões, além da música, estão a fotografia e a pintura. Como contador de história descobriu que o dote da escrita não se restringe a uma excelsa dádiva e, a partir daí, começou a fazer do papel o portal de entrada para seus mundos de criatividade. 

Serviço

Lançamento do livro “UM LUGAR ESCURO – BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL”                                                                                                                
Data: 08/10/2011
Hora: 19h
Local: Espaço Multifoco – Avenida Men de Sá, 126 – Lapa
*Entrada Franca



                                                                                                                                                                   Vale muito a pena conferir, quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho e das idéias de Leonardo Zegur
 é só dar uma conferida no blog:  http://umlugarescuro.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A busca





Longamente peregrinei
Por este mundo de coisas efêmeras.
Dele conheci os passageiros deleites.
Como o belo arco-íris,
Que muito cedo em nada se desfaz
Assim, desde as origens do mundo,
Vi todas as coisas passarem -
Belas, festivas, deleitáveis.
Na busca do Eterno
Perdi-me entre as coisas finitas;
De todas provei, em busca da Verdade.
No perpassar das idades,
Conheci as delícias do mundo efêmero -
A terna mãe com seus filhos,
O arrogante e o livre,
O mendigo que erra pela face da terra,
O conforto dos ricos,
A mulher tentadora,
O belo e o feio,
O autoritário, o poderoso,
O homem importante, o benfeitor, o protetor,
O oprimido e o opressor,
O tirano e o libertador,
O homem de muitas posses,
O renunciante - o sannyasi ,
O homem prático e o sonhador,
O arrogante sacerdote de suntuosas
vestes e o humilde devoto,
O poeta, o artista, o criador.
Prostrei-me diante dos altares do mundo,
Conheci uma a uma das religiões.
Cerimônias inúmeras pratiquei,
Regalei-me das pompas do mundo,
Combatente fui, de batalhas ganhas e perdidas,
Desprezei e fui desprezado,
Passei pelas tristezas e agonias
De inúmeras desditas,
Nadei em prazeres e na opulência.
Nos secretos recantos de meu coração, exultei,
Conheci nascimentos e mortes sem conta,
Todas essas efêmeras esferas percorri,
Entre êxtases passageiros, certo de sua perenidade,
No entanto, jamais encontrei
O eterno Reino da Felicidade.
Outrora Eu te buscava -
Ó Verdade imperecível,
Ó Felicidade eterna,
Culminância de toda a Sabedoria!
No topo da montanha,
No céu constelado,
Nas sombras do terno luar,
Nos templos do homem,
Nos livros dos doutos,
Na tenra folha primaveril,
Nas águas irrequietas,
No rosto do homem,
No regato cantarolante,
Na tristeza, na dor,
Na alegria e no êxtase -
Mas não Te encontrei.
Assim como o montanhista ascende aos altos picos,
Largando a cada passo seus múltiplos fardos,
Assim também me alcei às alturas,
Abandonando as coisa transitórias.
Como o sannyasi de áureas vestes,
A buscar felicidade, com sua taça de mendicante,
Assim também renunciei.
Como o jardineiro que mata
As ervas daninhas de seu jardim,
Assim também aniquilei o ego.
Como os ventos,
Sou livre e sem entraves.
Forte e diligente como o vento
Que penetra os ocultos recantos do vale,
Rebusquei Os recessos de minha alma,
Purificando-me de todas as coisas,
Passadas e presentes.
Qual o silêncio que, de súbito,
Se estende sobre o mundo rumoroso,
Assim também, subitamente Te encontrei
No fundo do coração de todas as coisas e do meu próprio.
Sobre a trilha da montanha,
Sentado numa pedra,
A meu lado e dentro de mim Te encontrei
E, em Ti e em mim contidas, todas as coisas.
Feliz o homem que em tudo depara e encontra a Ti e a mim.
Na luz do sol poente,
A filtrar-se entre delicadas rendas de uma árvore primaveril,
Eu Te contemplei.
Nas lucilantes estrelas Te contemplei.
Na ave que passa célere
E desaparece no negror da montanha,
Te contemplei.
Tua glória despertou a glória que em mim dormia.
Tendo encontrado, ó mundo,
A Verdade, a Felicidade eterna,
Dela desejo dar.
Vem, meditemos juntos,
Juntos ponderemos e sejamos felizes,
Raciocinemos juntos e façamos surgir a Felicidade
Tendo provado
E conhecido a pleno as tristezas e dores,
Os êxtases e alegrias
Deste mundo efêmero,
Compreendo tua aflição.
A glória de uma borboleta só dura um dia,
Assim também, ó mundo, são teus deleites e prazeres.
Como as tristezas da criança,
Assim, ó mundo, são tuas tristezas e dores,
Teus prazeres, que levam a constante aflição,
Tuas desditas, que geram maiores desditas,
Incessante luta e fúteis vitórias.
Como o delicado botão,
Após padecer longo inverno,
Desabrocha e de fragrâncias o ar embalsama,
Para murchar antes de cair o sol,
Assim são tuas lutas, teus grandes feitos, e tua morte -
- Uma roda de dor e de prazer,
De nascimento e morte.
Assim como andei perdido entre as coisas transitórias,
Em busca daquela eterna Felicidade,
Assim também tu, ó mundo, estás perdido na esfera do efêmero.
Desperta e reúne tuas forças,
Olha em torno e medita.
Aquela Felicidade inacessível,
Felicidade que é a única Verdade,
Que é o fim de toda busca,
De toda indagação e dúvida,
Que liberta do nascimento e da morte,
Felicidade que é a única lei,
O único refúgio,
A fonte de todas as coisas,
Que dá perene conforto,
Essa real Felicidade, que é Iluminação,
Em ti habita.
Tendo-me fortalecido,
Desejo dar Desta Felicidade.
Tendo alcançado o desprendimento afetuoso,
Desejo dar Desta Felicidade.
Tendo alcançado a tranqüilidade apaixonada,
Desejo dar Desta Felicidade.
Tendo vencido a vida e a morte,
Desejo dar
Desta Felicidade.
Larga, ó mundo, tuas vaidades
E segue-me,
Pois sei o caminho que leva ao cume da montanha,
Sei o caminho que leva ao fim desta agitação e tormento.

Só existe
Uma Verdade,

Uma Lei
Um Refúgio,
Um Guia Para aquela eterna Felicidade.

Desperta, ergue-te, medita e reúne tuas forças!







                                                                                                      Jiddu Krishnamurti
                                                                                                    Filósofo e místico indiano.
                                                                                                    Divino!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lucy in the Sky with Diamonds?



Ouvindo essa música agora me lembrei que uma vez um professor me disse que fazia referência ao LSD.

Repare:

Lucy in the Sky with Diamonds = LSD

"Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes...
Look for the girl with the sun in her eyes"

           Alguém lhe chama, você responde lentamente
           Uma garota com olhos de caleidoscópio...
Procure a menina com o sol em seus olhos.

(O uso do LSD faz com que a pupila dilate, ficando muito maior que o normal!)

Sem falar da psicodélica do clipe né? 
Lenon disse que não tinha nada a ver com drogas, apesar de admitir ter experimentado, e disse que o clipe era apenas um desenho do filho dele. Mas mesmo assim a faixa foi banida pela BBC na época.
Muitos fãs passaram a usar LSD por conta disso.
Os ídolos do Rock que se tornam deuses na terra guiando o pensamento e o comportamento de milhares de fãs enlouquecidos e alienados querendo ser pelomenos um pouco do que seus ídolos mostram ser, para quem sabe se sentirem mais perto de ''Deus''.

Se bem que eu ainda desconfio que os Beatles tinham algum pacto com o demônio para fazer todo aquele sucesso generalizado que permanece intacto e ainda se propaga nas novas gerações!!

O eu entre nós

Então num belo momento,
Descobrimos que tudo aquilo
Que havíamos combatido nos
Outros havia em nós ainda,
Alguns resquícios; só existe
Vontade se existirem vontades
E eu não posso fazer da minha vontade
Referência para a vontade dos outros e
Eu não posso fazer do outro um instrumento,
A menos que eu queira aniquilá-los.



Alberto Samoia

Estréia






Novo filme de Lars Von Trier que estreou esse mês e logicamente eu não vou perder a chance de correr para o cinema para assistir!

Sinopse:

O tempo só serviu para afastar as irmãs Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg). Nem o casamento entre Justine e Michael (Alexander Skarsgård) serve como desculpa para aproximá-las e, depois da cerimônia, Justine começa a ficar triste e melancólica. Quando o anúncio sobre a colisão da Terra com outro planeta chega ao conhecimento, as reações são bem diferentes. Justine está conformada, enquanto o desespero do iminente fim apavora Claire.
 

Fica a dica de cinema pra essa semana.

domingo, 7 de agosto de 2011

Dica de filme





Mais um de Lars Von Trier.
Um filme que foge dos padrões cinematográficos comuns. Possui um único cenário, quase todo imaginário e sem efeitos especiais. Uma produção simples que tenta focar a atenção apenas na história. Acontece em uma pequena cidade chamada Dogville, onde o repentino surgimento de uma fugitiva vai abalar a rígida rotina dos poucos habitantes da cidade.
Lars, como sempre, mostra genialmente o comportamento humano de sua forma característica, abordando o psicológico e a organização social da pequena cidade.
É um filme, na minha opinião, magnífico e genial.
De todos que eu já assisti de Lars Von Trier, com certeza o que eu mais gostei. Pretendo assisti todos e infelizmente não faltam muitos.

domingo, 31 de julho de 2011

Dica de filme




Uma obra de Las Von Trier.
Um filme chocante que explora a natureza humana em seus desejos e doenças mais explícitos e profundos. Aborda o desespero, o luto, a perda, a dor... Se você conseguir manter os olhos abertos até o final do filme com certeza será inesquecível. Assisti uma vez e pretendo assistir novamente, apresenta um cunho psicológico muito forte que me divertiu bastante em minhas interpretações. Recomendo.




sábado, 4 de junho de 2011

Santa hipocrisia!



Toda essa coisa de moral e de conduta correta, e de princípios..
Pura hipocrisia
Estratégia de pessoas fracas e sem coragem para reprimir aqueles que não são.
Como já dizia Nietzsche, é só uma forma deles se sentirem melhores por não fazerem aquilo que desejam e ainda, de quebra, fazer com que aqueles que fazer, se sintam pecadores, piores e culpados por isso.

Grande jogada da sociedade, produzindo cada vez mais e mais pessoas infelizes e incapazes.
Grande forma de manter o instinto humano sob controle, manter a ordem.
                    Humano selvagem VS Humano racional.
Ser racional não quer dizer ser uma máquina!
Até porque as máquinas não o são.
E como se já não bastasse ao homem controlar tudo a sua volta, ele também tinha que controlar sua própria espécie.
O impedindo de controlar a si mesmo.

Qual a finalidade prática da racionalidade?
Integração, socialização, adaptação, convivência, permanência...
Isso implica em aceitação de regras e padrões.
Aquilo que é imposto , aquilo que você tem que fazer, aquilo que você não pode fazer.
Afinal, ''O que vão pensar de você?''
E assim, a necessidade de pertencimento supera o desejo e a realização da Felicidade.

Porque parece sempre tão difícil ser feliz?

Por que parece sempre que existem mil obstáculos no nosso caminho quando buscamos algo que nos faz bem?

Por que essas alegrias são sempre tão passageiras e tão difíceis de se alcançar?

Por que existe a hipocrisia humana!!!

Aquela que diz que você não pode fazer isso ou aquilo, quando se corrói de vontade de fazer.
Pessoas reprimindo pessoas, reprimindo desejos, reprimindo a felicidade, com objetivos completamente egoístas e incoerentes.
Dia desses alguém me disse algo sobre o início do celibato entre os padres. Disseram que ele surgiu porque era obrigação
da igreja sustentar toda a família do padre, sua mulher, seus filhos, e que isso era um grande transtorno financeiro para a igreja católica que se viu obrigada a tomar uma providência. Lógico, como sempre.
Eu não conseguiria dar exemplo melhor para mostrar como são formadas as normas de controle social, visto que a maior ditadora delas é a própria religião.

Vivemos numa sociedade podre, pobre, fingida e dissimulada, onde tudo é pecado, é errado, mas é desejado! É preciso!
E a própria felicidade se torna a maior das utopias, por que sempre haverão barreiras e mais barreiras para aqueles
que tem coragem para encontrá-la. Aqueles que não tem, são suas próprias barreiras. A REAL felicidade vai surgir quando se abre mão dessa necessidade da opinião alheia e quando o coração tiver um pouco mais de autonomia sob nossas vidas. Desde quando alguém além de você é capaz de decidir o que lhe faz mais feliz?!

Antigamente era realmente necessário que nos encaixássemos no meio, na sociedade, caso contrário poderia nos custar a vida. Dessa forma as pessoas eram obrigadas a agir contra seus pensamentos, vontades, instintos, suas próprias regras e valores, para aderir ao padrão. Mas hoje não é mais assim, hoje podemos ser o que quisermos e viver como quisermos, sem que sejamos jogados na fogueira ou enforcados, pelomenos não no sentido literal!
Mas pra isso, é preciso coragem.

As criticas dos fracos não devem vir para atormentar, mas para mostrar o quanto são infelizes por não serem capazes de admitir o que realmente sentem, e o quanto sofrem por não serem capazes de ouvir seus desejos, e ao invés disso, os jogam no buraco negro, obscuro e sombrio de seus corações esperando que um dia eles desapareçam.
Pura ilusão.
Eles não desaparecem, eles corroem feito ácido, aos poucos e consomem cada minuto de paz da sua alma. Eles 'subexistem' em você eternamente, espremendo seu coração e lhe deixando sempre aquela velha sensação de vazio , de incompletude, e você se pergunta ''meu deus, eu tenho tudo! o que será que ta faltando? por que será que eu n me sinto feliz?''
De que adianta casa, dinheiro, status... se o que você realmente deseja está bem longe dali.
Como podemos guiar nosso caminho pelas estradas alheias, se nós é quem vamos tropeçar, nós é quem vamos enfrentar o caminho e sofrer as consequências. É muito fácil caminhar por uma estrada pronta, bem acabada... mas a troco de quê, se essa estrada não tem fim no lugar em que vc queria estar? Sua jornada será em vão. E a cada buraco que você cai, ao invés de lhe acrescentar, você sente como se um pedaço seu tivesse ficado alí para sempre.

Você critica o diferente, o anormal, aponta o 'pecado' e julga esse ou aquele.. agora olhe para dentro de si e veja o que tem lá.
Veja o quanto vc gostaria de ter um pouco dessa vida,de revirar esse buraco negro e de revolucionar uma sociedade medíocre, construir sua própria estrada e se jogar no horizonte para a  melhor e mais inesquecível viagem da sua vida ao encontro da SUA felicidade.



Imagem: Mystic Eye, Alex Grey.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Citações




 ''Sua alma olha de través, ele ama os refúgios, os subterfúgios, os caminhos ocultos, tudo escondido lhe agrada como seu mundo, sua segurança, seu bálsamo, ele entende do silêncio, do não esquecimento, da espera, do momentâneo apequenamento e da humilhação própria.''  ( Nietzsche, Genealogia da moral).

'' O homem é o único animal para quem sua própria existência é um problema que ele tem que solucionar e do qual não pode fugir ... Todo novo estágio que atinge deixa-o descontente e perplexo, e esta mesma perplexidade impele-o a avançar em busca de novas soluções.'' ( Erich Fromm)

'' Só a verdade é passível de discussão, não o gosto, o que existe na natureza das coisas é a norma de nosso julgamento.''  ( David Hume, Uma investigação sobre os princípios da moral).

'' A superstição é uma paixão negativa nascida da imaginação que, impotente para compreender as leis necessárias do universo, oscila entre o medo dos males e a esperança dos bens.''   (Spinoza)

''O homem livre não é aquele que decide o que quer, como quer e onde quer. O homem livre é aquele que conhece as leis da natureza e as de seu corpo, não se deixa vencer pelo exterior, mas sabe dominá-lo.''  (Spinoza)

''Nunca esteja tão dentro de alguma coisa que você não possa se sentir bem estando fora dela.''  (Sylvio Ferreira)

"A aparente satisfação da vontade conduz ao tédio. A satisfação dum desejo é como a esmola que se dá a um mendigo e só consegue manter-lhe e vida para prolongar-lhe a miséria. Por isso mesmo a vontade é um mal e a origem de todos os males. A felicidade não se sente, é negativa; o que se sente é a ausência dela."
(Arthur Schopenhauer).











Imagem: 'Wonder' de Alex Grey

domingo, 22 de maio de 2011

Ponto de equilíbrio



 A influência religiosa na vida de alguém é muito mais de âmbito emocional que racional. Isso é fato.
As pessoas dizem procurar respostas na religião, encontrar razão para as coisas, se sentirem completas. Não se quer ser racional dentro de uma igreja porque isso não se faz necessário, quando se lê a bíblia e escuta o padre ou o pastor falando de Deus e de suas leis de nada vai servir a racionalidade quando nada daquilo pode ser contestado, não há espaço para aquele que o faz dentro de uma casa de Deus.  Não se busca uma religião para fazer perguntas, mas para ouvir respostas. O que a religião trás é um preenchimento espiritual na vida de muitas pessoas. Elas não querem questionar, não precisam disso, o que  lhes é dado é o bastante e tem tantas resposta para tudo que mal sobra espaço para algum tipo de dúvida.

 A crítica dessa alienação é logicamente enorme, pois é evidente que do ponto de vista racional e lógico muito de tudo aquilo que se acredita piamente não faz o menor sentido. Só que o que ninguém admite é a enorme importância que ela tem para as pessoas. O mundo não pode e nem deve viver sem essas crenças, que apesar de irracionais e alienadoras são essenciais e é o que move a humanidade. As pessoas encontram na religião uma resposta a um anseio espiritual por um destino de sua existência, um direcionamento, e apesar de muitas vezes absurda, a religião exerce sim um papel de extrema importância na sociedade e não pode ser descartada. Por mais que a ciência, a filosofia, revolucionem o pensamento religioso esse sempre existirá com um quê de alienação, pois há uma porção do homem que necessita de uma ligação com um metafísico como forma de esperança. A relatividade do mundo as vezes nos deixa angustiados, nenhuma verdade que conhecemos é eterna e nunca saberemos nada ao certo, a volatilidade com que o mundo gira tira um pouco da nossa esperança de vida, surge então essa necessidade de uma crença celestial, espiritual, divina, cósmica, ou seja lá qual for, para que se tome algo como verdadeiro, como foco para que com o girar da terra não percamos o equilíbrio, algo que acreditamos que permanecerá imutável e existente mesmo que todas as coisas do mundo permaneçam em mudança. Assim, acredito que a inconstância do mundo torna as pessoas mais suscetíveis a essas crenças metafísicas, não só um desejo de respostas, preenchimento, explicação para as coisas do mundo, mas como uma forma de se ater a algo que acreditando plenamente que é real e existente que nos acende a esperança de um futuro menos incerto e um presente mais direcionado, não simplesmente uma existência jogada a sorte do vento e levada para qualquer lugar algum.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Genética ou Social?

 

Encontrei esse vídeo no facebook de alguem agora e aproveitei para dar uma lida sobre o tema e resolvi trazer pra cá pra saber opiniões a respeito, e ainda pego bigú prum trabalho da facu! :B

Assistindo esse vídeo surge a velha pergunta:
  - A homossexualidade é determinada geneticamente, ou é resultado da educação ou do meio ambiente em que se é criado?

Dean Hamer, geneticista americano, sustenta  a tese de que a homossexualidade tem determinação genética. Ele diz ter descoberto genes numa determinada região, que ele chamou de GAY-1, associados a homossexualidade. Tal hipótese não teve muita credibilidade no meio científico americano, mas seus defensores dizem  haver uma lógica: "se os genes transmitem as características hereditárias e contêm 'instruções' para a fabricação das substâncias que fazem os organismos funcionarem, também poderia lançar a probabilidade de homossexuais (assumidos ou não) terem filhos também homossexuais. É uma tese que coloca oa homossexualidade não como uma opção ou estilo de vida, mas como resultado de uma variação genética.
Por outro lado,  psicólogos e psicanalistas chamam essa teoria de ''no mínimo simplismo científico''. Daryl Bem, psicólogo americano, pesquisa a formação intra-familiar do homossexual e diz que pesa muito mais na determinação da homossexualidade do que os fatores genéticos. Outros psicólogos valorizam ainda a vivência fora do contexto familiar.
Existe uma tendência a achar o fator genético absurdo, e principalmente a idéia de querer encontrar esse gene, porém analisando os dois lados podemos pensar ainda nas pessoas que desde pequena já apresentam uma preferência pelas brincadeiras do sexo oposto por exemplo, e com o passar  dos anosse tornam homossexuais, e aqueles que dizem que sempre souberam da sua homossexualidade, desde crianças, mas não sabiam o que era. ( Depoimento de Ricky Martin por exemplo, que se assumiu depois de adulto). 

Enfim, a ciência como sempre, desemprenha sua função de querer encontrar explicação empírica pra tudo. Nesse assunto é bastante criticada por considerar a homossexualidade como uma doença e querer encontrar esse tal gente gay para que se desenvolva uma cura!  Eu acredito que assim como todas as capacidades e preferências que desenvolvemos possuem tanto influência genética quando do ambiente social, assim também é com a homossexualidade. Resta saber o quanto cada um desses fatores interfere.
Uma crítica feita a essa difusão da igualdade, da luta contra o preconceito com homossexuais na sociedade, nas escolas, é o medo de muitos pais de que seus filhos considerem tudo isso muito ''normal'' e desenvolvam uma tendência homossexual, protestando contra as campanhas de aceitação social. Existem diversar opiniões a respeito do assunto. Há os que dizem que se Deus nos fez de um jeito não devemos ir contra a vontade dele, ele criou o homem para a mulher e é assim que deve ser. Há também os que defendem a felicidade acima de qualquer coisa, não importa com quem, o que importa é o amor. 

Julgamentos, opiniões, preconceitos, críticas... diante de tudo isso muita coisa está mudando.
Casamento gay já foi legalizado, alguns ja conseguiram adotar ciranças.
Acredito eu que a tendência é realmente um mundo onde a felicidade seja prezada acima de qualquer preconceito ou imposição social. A força da expressão humana não consegue permanecer contida eternamente  e se propaga de diferentes formas no decorrer dos anos. É como uma forma de muitas pessoas olharem para o mundo e dizerem: '' Eu estou aqui! Eu existo!''. Um se tornar, um passar a ser, numa sociedade onde cada vez menos se tem tempo para as relações familiares e sociais e onde o amor, o carinho, a atenção precisando ter hora marcada, talvez tudo isso seja mesmo um ato de desespero. A medida que o mundo se torna cada vez mais mecânico e frenético as pessoas sentem a felicidade quase como uma utopia. Como é difícil ser feliz hoje em dia! Cada vez mais doenças surgindo, remédios e mais remédios, a depressão rolando a solta desenfreadamente... o homem precisa encontar uma forma de extrapolar essa angústia que ele reprime, que a sociedade atual lhe imprime, e assim, busca através de diferentes formas, essas que não eram tão necessárias a séculos atrás, encontrar a tão almejada felicidade que parece cada vez mais distante e inalcansável.

E o homem enlouquece junto com o mundo. Apenas uma questão de adaptação e sobrevivência.

domingo, 15 de maio de 2011

Sozinho com todo mundo

a carne cobre os ossos
e colocam uma mente
ali dentro e
algumas vezes uma alma,
e as mulheres quebram
vasos contra as paredes
e os homens bebem
demais
e ninguem encontra o
par ideal
mas seguem na
procura
rastejando para dentro e para fora
dos leitos.
a carne cobre
os ossos e a
carne busca
muito mais do que mera
carne.


de fato, não há qualquer
chance:
estamos todos presos
a um destino
singular.


ninguém nunca encontra
o par ideal.


as lixeiras da cidade se completam
os ferros-velhos se completam
os hospícios se completam
as sepulturas se completam


nada mais
se completa.






                       Bukowski

Dica de filme


Como eu deveria ter passado o domingo inteiro estudando e eu passei pelomenos metade dele dormindo, eu resolvi dedicar a outra metade ao bolo de filmes que eu arrumei pra assistir. Dos que eu assisti hoje o que eu mais gostei foi esse, The last temptation of Christ.
Um filme intrigante e polêmico

Trata da parte humana de Jesus Cristo, suas tentações, medos e conflitos interiores
Trás uma nova concepção de Judas e de toda a sua jornada
Toda a parte a história que foi totalmente ignorada
Um filme de Martin Scorcese baseado no best-seller de Nikos Kazantzakis.
Vale a pena assistir.

Download torrent:
http://isohunt.com/torrent_details/122144621/the+last+temptation+of+christ?tab=summary

Legendahttp://legendas.tv/index.php?opcao=buscarlegenda

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Abre aspas

''Creio na verdade fundamental de todas as grandes religiões do mundo. Creio que são todas concedidas por Deus e creio que eram necessárias para os povos a quem essas religiões foram reveladas.E creio que se pudéssemos todos ler as escrituras das diferentes fés, sob o ponto de vista de seus respectivos seguidores, haveríamos de descobrir que, no fundo, foram todas a mesma coisa e sempre úteis umas às outras.''



Mahatma Gandhi

Um cavalo de olhos azul-esverdeados



o que você vê é aquilo que vê:
os hospícios raramente
estão visíveis


que continuemos caminhando por aí
e nos coçando e acendendo
cigarros


é mais miraculoso


do que os banhos das beldades
do que as rosas e as mariposas.

sentar-se em um pequeno quarto
e beber uma latinha de cerveja
e fechar um cigarro
ouvindo Brahms
em um radinho vermelho


é como ter voltado 
de uma dúzia de batalhas
com vida


ouvir o som
da geladeira


enquanto beldades banhadas apodrecem


e as laranjas e maçãs
rolam para longe.








                                                                                    Charles Bukowski, O amor é um cão dos diabos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

''Religion is Bulshit''







George Carlin foi um humorista, autor e ator norte-americano e crítico da sociedade, o que lhe tornou famoso e ao mesmo tempo fez com que fosse preso algumas vezes.

''O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.''

 

No YT tem outros vídeos ótimos dele tbm, como ''Save the planet''. Muitoo bom , se puderem, assistam.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Religião X Ciência

''O místico crê num Deus desconhecido.
O pensador e o cientista crêem numa ordem desconhecida.
é difícil dizer qual deles sobrepuja o outro em sua devoção não-racional.''
(L. L. Whyte)


Não importa suas diferenças, ambos estão em busca de ordem. É uma questão de sobrevivência, já existia nos mais primitivos níveis da vida. O mundo humano se organiza em torno dos desejos, esses responsáveis pela criatividade, literatura, etc, mas também responsáveis pelos preconceitos e as ilusões, e por conta disso a ciência sempre tentou se desvincular deles, para que se tenha um conhecimento mais objetivo da realidade.

Mas, o que é que separa a ordem do senso comum, da ordem científica?

Pode-se dizer que religião, magia, astrologia, milagres... são absurdos?
O que são absurdos?
- ''O mundo de cada um é sempre lógico do seu ponto de vista.''


Mas a ciência não, ela se foca nos fatos, em dados, reais, não em crenças...  SERÁ?


''As marés acontecem porque a água é puxada pelo Sol e pela Lua. Mas como? Haverá cordinhas invisíveis? Dizer que é a força da gravitação não resolve, porque é o mesmo que dizer que uma coisa puxa outra sem fios materiais que as unam. Seja honesto: você entende como isso acontece? Se não entende, por que acredita?''


Ou seja, a ciência também estuda o invisível, ela parece tão absurda quanto o senso comum.
Antigamente as pessoas acreditavam naquilo que elas viam, e explicavam os fatos através de suas experiências, atribuiam à Deuses e forças sobrenaturais, hoje em dia isso tudo é considerado um absurdo, porém , o que a ciência faz não foge muito disso, ela se baseia não em fatos, mas em teorias e hipóteses, como no caso da gravidade.


Tanto ciência como religião buscam uma ordem para as coisas baseadas no invisível, a nossa experiência cotidiana só é capaz de captar as coisas que são transitórias. 
''Porque as coisas que são vistas são transitórias, mas as coisas que não são vistas são eternas.'' (apóstolo Paulo, 2Cor 4,18)






Esse raciocínio foi baseado no livro: Filosofia da Ciência, de Rubem Alves, que eu achei bastante interessante e resolvi trazer pra cá.
Coloca em cheque essa questão da ciência sempre se exaltando sobre a religião, por ser baseada em fatos concretos e não em crenças invisíveis, quando na verdade desde o surgimento da ciência ela se baseia em crenças invisíveis, as primeiras teorias ditas científicas a respeito no universo e seu funcionamento foram formadas através da imaginação desses cientistas, movidos pelo surgimento de algum problema, e a necessidade de manter uma ordem, fazendo hipóteses a cerca de tudo aquilo que eles acreditavam estar acontecendo para além da Terra ou de suas próprias leis. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Preconceito

video

O mundo não ia acabar só em 2012?

Sandy... devassa...
Faustão... magro...
Silvio Santos... pobre...

Lázaro Ramos... galã...
Ronaldinho Gaúcho... condecorado pela Academia Bras. de Letras...
Dilma... fazendo omelete na Ana Maria Braga....
Tiririca... na Comissão de Educação...
Maluf e Collor... na Comissão da Reforma Política...
Genoíno... na Assessoria de ética do Governo e no Ministério da Defesa...

Oh Lord, won't you buy me.... ?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Leis de Deus

Quem realmente somos?
Isso pode ser determinado pelas leis de Deus?
Nosso comportamento vai determinar aquilo que somos? Quem somos?

O sacrifício de Jesus deu à humanindade a prova de seu amor.

''Jesus morrer por nós por AMOR, para que a Lei agora, não venha nos oprimir! Mas que a lei agora venha nos apaixonar, ou seja, eu obedeço por que amo aquele que se entregou por mim, por paixão, por amor!''

O amor de Jesus vai fazer com que a gente disperte essa vontade, isso vai gerar um comportamento puro, uma busca do homem a uma semelhança com seu criador. O objetivo de Jesus era motivar esse comportamento de amor nas pessoas. Acredita-se que através desse amor se pode encontrar a nossa verdadeira essência, e saber quem realmente somos.
Mas é possível descobrir quem realmente somos através desse amor divino?
Pode-se dizer que nosso comportamento diz realmente quem somos?
O amor à Deus e suas leis, nada mais são que comportamentos, que podemos internalizar ou simplesmente praticar. Um modo de vida.
Através do amor Jesus seduziu as pessoas, talvez seus ensinamento levem mesmo o homem à felicidade. Mas essas leis, sendo seguidas ou não pelo homem , não vão determinar quem ele realmente é, porque ao contrário de Jesus, o homem ainda é movido pelo desejo de poder, luta de classes, é um ser mesquinho, egoísta, bla bla... O homem pode adotar parcialmente todos esses comportamentos, mas isso nunca vai determinar quem ele realmente é.


Você sabe com quem está falando?



''O homem é um cadáver adiado.''  (Fernado Pessoa)

Crítica sensacional a respeito da arrogância humana.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Religião







De onde surgiu a religião?


Segundo Erich Fromm, ela vai surgir de uma necessidade humana de sentido ou de busca de uma harmonia perdida. Quando o homem toma consciência de si mesmo e se liberta da condição de 'animal' ele parte para essa busca de sentido.


''O homem é o único animal para quem a sua existência é um problema que ele tem que solucionar e do qual não pode fugir. Todo novo estágio que atinge deixa-o descontente e perplexo, e esta mesma perplexidade impele-o a avançar em busca de novas soluções. Não há um 'impulso para o progresso' inato no homem, é a contradição de sua existência que o faz prosseguir no caminho que tomou.'' (Fromm)




O homem vai passar a procurar formas de recuperar essa harmonia que ele perdeu no momento em que tomou consciência de si no mundo, tendo a necessidade da 'Re-ligação' com o significado básico da vida, que pode ser através de uma religião ou simplesmente de um sistema como o ateísmo ou a filosofia.


''O fato de termos uma necessidade de significado não quer dizer que qualquer significado atenda a essa mesma necessidade.''
É preciso saber em que grau as soluções que encontramos para nossos problemas existenciais estão realmente nos favorecendo nesse sentido de encontrar o equilíbrio, a harmonia, até que ponto favorecem a expressão da força humana! Até que ponto estamos conscientes da influência que a religião exerce sobre nós? Nessa busca por sentido em religiões e crenças, em que momento o ''se encontrar'' se torna ''se perder''?




O que é essa motivação religiosa que já se mostrou tão devastadora em diversas ocasiões da história da humanidade?




Ps: Achei a imagem sensacional!

Poesia

  O fim de um breve caso


Tentei fazer o negócio de pé
dessa vez.
normalmente não custuma
funcionar.
dessa vez parecia
que...


ela seguia dizendo
''ó, meu Deus, você tem 
pernas lindas!''


tudo estava bem
até que ela tirou os
pés do chão
e enrroscou suas pernas
em volta dos meus quadris.


''ó, meu Deus, você tem
pernas lindas!''


ela pesava cerca de 63
quilos e ficou ali presa enquanto eu
trabalhava.


foi só quando eu cheguei ao clímax
que senti a dor
correr espinha
acima.


deitei-a no sofá
e caminhei ao redor
da sala.
a dor continuava.


''olha só'', eu disse,
''é melhor você ir. tenho
que revelar uns filmes
na minha câmara escura.''


ela se vestiu e se foi
e eu segui até a
cozinha para um copo
d'água. peguei um copo cheio
com a mãe esquerda.
a dor correu para além das minhas
orelhas e
deixei cair o copo
que se espatifou no chão.


entrei numa banheira cheia de
água quente e sais Epsom.
recém tinha acabado de me esticar
quando o telefone tocou.
ao tentar endireitar
minhas costas
a dor se estendeu por
pescoço e braços.
caí pesadamente
me agarrei às bordas da banheira
consegui sair 
com raios verdes e amarelos
e luzes vermelhas
lampejando em minha cabeça.


o telefone continuava tocando.
atendi.
''alô?''


''EU TE AMO!'', ela disse.


''obrigado'', eu disse.


''é tudo que você tem
pra me dizer?''


''sim.''


''vá à merda!'' ela disse e
desligou.


o amor se esgota, pensei
ao caminhar de volta ao 
banheiro, mais rápido
do que um jato de esperma.








Charles Bukowski, o velho bêbado assanhado, do livro: ''O amor é um cão dos diabos''.
Pra quem gosta de um livro de bolso pra ler no ônibus, na sala de espera do dentista, no engarrafamento, esperando o amigo que ta prestes a te dar um bolo, ou comendo pipoca no banco do parque numa bela tarde de domingo, eu recomendo.
Esse livro em especial, fala de muitos e muitos de seus casos com suas putas e suas curtas ''histórias de amor''. 
Ótimo pra fazer uma pausa depois de horas de filosofia na biblioteca!